"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música." Nietzsche

Formspring

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Sentimentalidade

REFLEXÕES DO CLAUSTRO


Estava com aquela sensação de estar presa em si, sentia então vontade de escrever, de falar, se libertar quem sabe. Nada saía. Havia um abismo sem pontes, uma névoa translúcida entre os sentimentos - diversos e intensos - e a possibilidade de expressão catártica dos mesmos. O que dizer? O que queria dizer? O que precisava dizer?

Talvez isso se explique pelo fato de a palavra ser um negócio inventado pelo ser humano, pensava ela. Impossível dizer tudo o que se sente, não há palavra para tanto, nem em esperanto, nem juntando todas as línguas do mundo. É como um imenso quebra cabeça, cujas peças nem sempre se encaixam, muitas não existem, para formar a imagem original.

Daí a opção pelo silêncio, por vezes tão agressivo aos ouvidos. Era quando tentava se organizar um pouco por dentro, para entender, se entender, e se possível se fazer entender. Até pareceria covarde, se desta forma as dores ficassem menores. Pelo contrário, 

O silêncio tem a arquitetura dos castelos, com pontes levadiças, um desconforto frio, e uma imensidão oca... Nele vagamos atrás de respostas.
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