"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música." Nietzsche

Formspring

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Desabafos

"LUZ, CÂMERA, (HUMILH)AÇÃO"


Qual o seu preço? Fale e vá para frente das câmeras ser tripudiado. Parece piada, e é, de muito mau gosto, mas ultimamente algumas pessoas famosas estão se submetendo a situações vexatórias, para... dinheiro? Fama? Nem sei.

A primeira aparição deste nível foi a de Beto Barbosa, numa propaganda em que aparecia como sinônimo de cafonice. Andei me perguntando se ele não havia entendido o conteúdo da “brincadeira”, para promover uma marca de cerveja, mas não cheguei a uma conclusão, e terminei abdicando de tentar encontrar tal resposta. E, parou por ai. Parou por ai? Nada.

Ligo a TV e lá está o Biafra espantando um ladrão de automóvel, para promover uma seguradora, ao cantar. No comercial, Biafra estava no carro levado de assalto, e ao cantarolar para o meliante ele bate em retirada, praticamente em desespero. Até agora fico me perguntando se realmente não haveria alguma sacada fenomenal por trás da peça publicitária, porque eu prefiro não acreditar no sentido daquela coisa. “Os humilhados serão reembolsados”, na certa.

Beto Barbosa e Biafra passaram a frequentar, com as suas aparições, o rol dos meus dissabores!... Vergonha alheia! Dias tendo que ver isso na TV, repetidas vezes. Porém, não imaginava que o pior ainda estava por vir, numa versão internacional da mesma linha humilhado-reembolsado. Nela, o ator Ricardo Macchi contracena com Dustin Hoffman. Até aí, tudo bem, porém a alegoria infame relaciona o produto da propaganda, um carro pequeno no tamanho e grande em qualidade, com os atores. Ricardo Macchi é “submetido” a fazer o papel do grande no tamanho, e pequeno no talento, enquanto Dustin Hoffman é o pequeno no tamanho, e grande no talento... Tal qual o carro! 

Se a propaganda é a alma do negócio, não cabe vender a alma a propaganda, em nome de qualquer negócio. É constrangedor ver as pessoas humilhadas, naquilo que escolheram como arte, profissão, em nome de... dinheiro? Fama? Nem sei...

3 comentários:

furacão disse...

boa pró gostei de ver se quiser acesse meu blog opcional abraços caio Felipe

cienciasamanha.blogspot.com

^^

Vera Passos disse...

Daiane,

Que legal vc ter colocadado tão claramente essa questão do "vale tudo por dinheiro" (vender a alma NA propaganda pode ser a alma DA propaganda). Quando vi aquela com o Dustin Roffman, achei bonitinha, porque é um dos atores de que mais gosto. Jamais pensei que quem contracenava com ele fosse também ator! Que humilhante! Não conheço o cara, mas fico envergonhada por ele ser brasileiro e fazer esse péssimo papel.

A 1a. saída de Ciro, ainda com meses, foi pendurado no meu corpo, para participarmos do I Congresso Holístico que acontecia na Ba. Dentre várias atividades super legais que apontavam para a possibilidade de um mundo melhor, gostei em especial de uma palestra em que se discutiu a necessidade da ética na propaganda. De lá pra cá, não vi os frutos desse movimento. E Ciro acaba de fazer 18 anos... Que triste!

Tarcila disse...

em relação às propagandas de cerveja já tinha percebido o quão "nojentas" (se assim podemos classificá-las) elas são. Mas no caso da propaganda do carro não tinha me tocado nem atribuído esse sentido à ela, caramba!! babo muito nas suas postagens, pró! (quero ser assim qd eu crescer)