"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música." Nietzsche

Formspring

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Da Série: para pensar a Educação.


À LUZ DE MORIN

"Somos seres infantis, neuróticos, delirantes e também racionais. Tudo isso constitui o estofo propriamente humano. O ser humano é um ser racional e irracional, capaz de medida e desmedida; sujeito de afetividade intensa e instável. Sorri, ri, chora, mas sabe também conhecer a objetividade; é sério e calculista, mas também ansioso, angustiado, gozador, ébrio, extático; é um ser de violência e de ternura, de amor e de ódio; é um ser invadido pelo imaginário e pode reconhecer o real, que é consciente da morte, mas que não pode crer nela; que secreta o mito e a magia, mas também a ciência e a filosofia; que é possuído pelos deuses e critica as idéias; nutre-se dos conhecimentos comprovados, mas também de ilusões e de quimeras. E quando na ruptura de controles racionais, culturais, materiais, há confusão entre o objetivo e o subjetivo, entre o real e o imaginário, quando há hegemonia de ilusões, excesso desencadeado, então o homo demens submete o homo sapiens e subordina a inteligência racional a serviço de seus monstros…" (Morin, 2002, p. 59 e 60).


É importante que a educação do futuro também esteja ciente da complexidade do ser humano em sua bipolaridade: sapiens e demens (sábio e louco); faber e ludens (trabalhador e lúdico); empiricus e imaginarius (empírico e imaginário); economicus e consumans (econômico e consumista); prosaicus e peticus (prosaico e poético). De modo que o século 21 deverá abandonar a visão unilateral que define o ser humano apenas pela racionalidade (homo sapiens), pela técnica (homo faber), pelas atividades utilitárias (homo economicus) e pelas necessidades obrigatórias (homo prosaicus).


Imagem: Salvador Dalí

Um comentário:

Clau disse...

É sempre tão complicado falar sobre isso...

Contradições...


Um beijo.