"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música." Nietzsche

Formspring

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Da Série: Meus Poemas

SONETO DA ESPERA INFINDA

Te esperei a noite inteira
Vesti os meus melhores sorrisos
Cuidei para não parecer boba
Mas não disfarçava o brilho

Te esperei a noite inteira
E a espera se fez infinda
Assim bateu o vazio
Que preencheu esta vinda.

Te esperei a noite inteira
Despi os meus melhores sorrisos
Cuidei para não parecer boba
Já não cintilava o brilho

Te esperei a noite inteira
E a espera se fez infinda
Depois de chegar o vazio
Agora me espero a vinda.


dd.

2 comentários:

Amanda Teixeira disse...

Lindo Dai :D
Adorei.
Saudade!!!

EU-Ñ,NÓS disse...

poesia...
são tantas as vezes que a sinto pululando em mim, se mexendo, se revirando, como pedindo para sair, se esparramar no chão de papel, nos olhares sedentos e/ou descansados de seus amantes...
... e não raro sinto que a poesia se desenha em muito mais que textos - poemas -, também em olhares,
cores,
objetos,
sorrisos,
dores,...
... e em cada ponto sinto meu olhar puxado para um horizonte que o ponto não pretendeu ocultar, e por aí, meu olhar se perde/ganha em novas buscas apenas sugeridas, mas profundamente sentidas, percebidas...
e o amor, em todas suas formas, se insinua e me seduz.