"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música." Nietzsche

Formspring

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010


NOURE: Nasce no século XX, do milênio passado, uma grande profissional em áreas ribeirinhas de Cipó, precisamente Ribeira do Amparo. Pelas colocações, nos remete uma ordem cronológica antiga, não obstante, tão moderna quanto a pós modernidade e suas confluências com a quebra de paradigmas, estando assim falando da Daiane de outros balés sem triplo carpado, da Professora Daiane que na fala, libera anos luz de conhecimentos. Beleza!


DAIANE: É uma honra receber de você tais palavras... Em Ribeira me chegavam as história daquele professor "diferente", que encantava os ribeirenses que em Cipó estudavam. Sonhava que iríamos nos encontrar nas salas de aula, mas por um destes golpes do destino chegou o Ensino Médio em Ribeira. Lá fiquei. Porém, ficou a inspiração e a certeza de que a possibilidade libertadora do pensar, me atraia inexoravelmente. Cá estamos. E é muito bom estar "do lado" dos que fazem porque amam, dos que acreditam, dos que sonham.
Abraços, dai.


DA ARTE DO ENCONTRO

 Costumo comemorar, em êxtases silenciosos, cada vez que a vida (com as suas toneladas de mistérios) me conduz para pessoas especiais!...

Rir de si mesmo, ver bichos e objetos nas nuvens, se encantar ou indignar com as coisas do mundo, brincar, falar sério, insistir em perscrutar os segredos do universo, ter todas ou uma destas idiossancrasias, mas nunca abrir mão da solidariedade, do respeito, da mão estendida...
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Humanos no mais essencial da idéia de humanidade, quando "nos fizemos" em resposta à rudeza da nossa imersão num ambiente natural que nos fazia absolutamente vulneráveis a dor, a fome, ao frio, a sede e a imensidão.
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Sou capaz de lamentar as tantas pessoas "assim" que não irei encontrar, desde as que viveram noutras épocas, vivem noutros lugares, assim como também aquela ali do lado cujos caprichos do não-sei-quê nos faz brincar de esconde-esconde sem descoberta.

A arte do encontro, da descoberta e da elaboração de nós mesmos através do outro.

Vez por outra, nas frestas daquilo que sou, vejo uma idéia, um gesto, uma vontade, uma sensibilidade, traços diversos oriundos de tantas pessoas presentes, ausentes...

Tecitura.

Eu sou um bando de gente.

P.S.- Escrito inspirado no carinho das mensagens trocadas com Noure, de Cipó. Das águas termais e das idéias vulcânicas.
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 P.S².- Foto flagrante tirada a caminho de Ribeira, quando quase o monstro-nuvem devora o caminhão.

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