"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música." Nietzsche

Formspring

quinta-feira, 29 de outubro de 2009


O SONHO ROUBADO DE ARLETE
Como de costume o ônibus iria passar levando os alunos para o seu destino, a Escola. Era o que deveria ter sido, mas não foi ao menos para a pequena Arlete.
Ela estava com 7 anos, e começava a trilhar os primeiros passos na escola, tão sonhada escola. Ela estudava na Zona Rural, nas proximidades da sua casa. O Transporte Escolar passava e deixava uma parte das crianças no “prédio” da chamada Avenida, e prosseguia até a sede do município com as demais.
Naquele dia, mais uma vez  o ônibus estava lotado, não havia lugar para sentar. Ônibus velho.

Arlete se posiciona perto de uma das portas com os seus pertences. Ao subir um pequeno barranco para chegar ao asfalto, alguns metros depois da sua casa, o pior mas tristemente anunciado acontece.
A velha porta do ônibus se abre e Arlete é projetada para fora, cai e de maneira assombrosa a pesada roda do veículo à serviço da Prefeitura Municipal passa por cima da cabeça da menina. O fim. Do lado, a pastinha com os cadernos, e os sonhos roubados de Arlete.
Este caso até hoje está impune, no que diz respeito à responsabilidade do agente público. O PREFEITO É O RESPONSÁVEL CRIMINAL, segundo a lei brasileira. Mas no caso de Ribeira a situação é de tal maneira asquerosa que o veículo não tinha vínculo oficial com a Prefeitura. O motorista do velho ônibus, também dono, foi o grande responsável por tudo, de acordo com o Ministério Público.
Depois de tudo isso, os transportes escolares continuam os mesmos. Arlete se foi. O Motorista luta contra um câncer, e dizem que está com os seus bens à disposição da Justiça.

O verdadeiro culpado é o único que está vivo e são, para não contar a História.

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